Monthly Archives: Maio 2014

Até quando deixaremos o Estado gerir as escolas públicas?

Tod@s falam – mídia, políticos, profissionais da educação, economistas, etc. – à exaustão da importância da educação para o “desenvolvimento” do país. Outro dia ouvi, numa cerjevada, um amigo estranhar a palavra: ele a partiu: des / envolver: coibir qualquer possibilidade de envolvimento. Gostei. E pensei automaticamente que o menos importante seria saber se a partição do significante era etimologicamente correta. Para mim ela é politicamente produtiva – bem diferente de politicamente “correta” (mas isto discutiremos em outra oportunidade). Tod@s também falam, como um clichê que dói, pelo menos aos meus ouvidos, da importância de formarmos “cidadãos críticos”. O fato é que, críticos ou não; proativos ou talhados para a repetição, dóceis ou inquietos; com competências básicas ou sem competências básicas, a escola tem historicamente funcionado como uma fábrica de produção sob medida de trabalhadores e eleitores. A invenção da fábrica moderna formalizou a economia, racionalizou seus procedimentos técnicos, direcionando nossos afetos e valores para a maximização do lucro para o capital. O liberalismo inventou, pari passu com o processo de desterritorialização fabril, indivíduos formalmente iguais, sem pertencimento local, trabalhadores-eleitores com discernimento “próprio”, cujas consciências teriam que ser formadas num projeto nacional de nação.
É nesse contexto, sob o signo da superioridade hierárquica da ciência e da noção laboratorial de experiência, que os sistemas nacionais de ensino na Europa se consolidam na segunda metade do século XVIII. A escola, como defendia John Dewey – principal referência mundial do escolanovismo em nível mundial (mestre e inspirador de Anísio Teixeira) –, deveria conduzir a experiência dos estudantes de maneira a consolidar um projeto moderno de democracia liberal. A funcionalidade entre educação e capital é mais que flagrante. Economia capitalista; escola capitalista. Ponto? Movimentos sociais e partidos (participantes ou não do sistema eleitoral) que têm o socialismo como horizonte político precisam se render a essa pretensamente fatal “função” da escola? Precisam esperar (ao pé de uma parede sem porta, para usar uma imagem de Fernando Pessoa), sob a crença de um momento emancipador fundante, a destruição do regime capitalista, para praticar uma educação radicalmente contra-hegemônica? Que retome/invente maneiras alternativas de estar no mundo? Outras cosmovisões? Penso que não.

Continue reading…

Para se informar: coleção de posts sobre o #ocupeestelita

Começando agora uma juntada de posts que explicam, para quem ainda não vem acomoanhando o processo, a ocupação em andamento do Cais José Estelita.

Democracia viva: por que ocupar o Estelita?
Galpões destruídos só são sinônimos do atraso quando a sua destruição traduz um modo de pensar a cidade de maneira atomizada; como se fosse possível que cada construção, realizada isoladamente e com interesses distintos, pudesse, de forma espontânea, se harmonizar com o resto da cidade ou mesmo se harmonizarem entre si. O Recife é a demonstração de que isso não é possível. O caos no trânsito, a falta de saneamento, o entupimento das encanações e os esgotos que jorram a lama representam a falta de planejamento e de um crescimento absolutamente desordenado porque está entregue à iniciativa privada. Cada construção, uma estrutura autor-referente, uma muralha de concreto e um isolamento da cidade. Ilhas dentro das ilhas: mutilação. Mais.

Recife pra quem?
Na noite de ontem, a população do Recife foi surpreendida com a notícia, nas redes sociais, da demolição dos armazéns do Cais José Estelita, no centro da cidade. Esta área, de mais de 100 mil m², pertencia à Rede Ferroviária Federal e foi arrematada à União por um grupo de empresas em leilão realizado em 2008. O consórcio formado por Moura Dubeux, Queiroz Galvão e GL Empreendimentos pretende implementar um megaprojeto imobiliário na área, o chamado projeto Novo Recife, que prevê a construção de torres residenciais e comerciais, totalizando 14 prédios com cerca de 40 andares. Mais.

#OcupeEstelita, #ResisteEstelita: a (re)significação constante do Direitos Urbanos (e do Cais)
O movimento de ocupação do Cais José Estelita é um sucesso. Num lugar antes desconhecido da grande maioria, um sonho se realiza ao menos em experimento: um imenso espaço perdido há anos no discurso do abandono, uma vastidão impensada, ganha, na prática dos ocupantes de simplesmente ocupar, o sentido que ele sempre poderia ter tido: o de ser o espaço de confluência de todos os cantos da cidade ao receber, acolher e misturar as pessoas. Um lugar que antes era apenas o atrás do muro e dos galpões, o espaço abandonado, de ninguém, passa ser um experimento simbólico, mas real e palpável, do seu potencial embutido, agora ainda esgaçado pela ameaça da ganância dos interesses privados tragicamente mancomunados com o poder público. Mais

Ciclotela do Coque
O Museu da Beira da Linha do Coque foi criado pelos membros da comunidade para o acolhimento e ativação da história oral do bairro do Coque, em Recife (PE). O coração do acervo é o cadastro dos Contadores e Contadoras de Histórias do Coque e a coleção de seus depoimentos em vídeo. Nosso museu é, desde sua concepção, itinerante. Ele quer estar vivo, na rua. Para dar suporte a sua mobilidade dentro e fora do bairro, sonhamos começar com uma estrutura de fácil condução que acoplasse um sistema de projeção de imagem e som. Assim surgiu a Ciclotela do Coque, um triciclo adaptado que exibirá a história da nossa comunidade. Os 16 primeiros Contadores e Contadoras de Histórias do Coque entrevistados por Rildo Fernandes e a equipe do Museu. Mais.

Invento o cais
O cais José Estelita é um nome quase estranho pra mim. A paisagem, não. O cais era inevitável no caminho da praia, quando ainda não havia tubarões e a gente passava uma manhã inteira de sábado entrando e saindo da água. Na volta pra casa, era lá pelo cais que começava a disputa da família pela ocupação do banheiro, pois urgia tirar aquele sal do corpo (naquele tempo havia mais sal no mar). O cais era feio, abandonado até, mas era. Mais.

Neste domingo, no #ocupeestelita, exposição Invisibilidades da Copa em Pernambuco
Neste domingo, quem for ao Cais José Estelita terá a oportunidade de acompanhar uma mini-exposição com 28 imagens dos fotógrafos Anderson Freire e João Velozo e do jornalista Eduardo Amorim, que abordam o drama dos removidos para as obras da Copa do Mundo na Região Metropolitana do Recife. Mais.

A cidade tem afetos e pertencimentos
Há uma busca pela acumulação de grana que desfaz a história e inquieta. Não há transparência e existem articulações frequentes de projetos individualistas com o poder público. As promessas são muitas e almejam significar compromissos para construção do novo. A velha questão da modernidade volta ao debate e as máscaras do progresso disfarçam discursos. A cidade sofre ataques constantes da especulação imobiliária que deixam desconfianças permanentes. Os investidores ganham , muitas vezes, com seus ares de seguidores de filantropias que mudarão o chamado atraso urbano. Mais. 

Oil paintings by Austrian/Jewish painter, Ludwig Deutsch, Leon Gerome & Rudolf Ernst in the late 1800s. The subject, “The Palace Guard” were depictions of North African medieval Muslims,THE MOORS, who settled in &ruled Northern Africa and invaded and conquered many parts of what we would now consider “Southern Europe (Spain, Portugal, France & Southern Italy-ala Sicily)” for nearly 800 years, from as early as the7th to the 15th century. Their profound, cultural legacy, influence& what they left behind( Such as the great monuments, the Alhambra and the Mezquita) is evident on modern day spanish architecture, art,music and traditions. All but ignored now largely by both Arab andEuropean world history.Pinrturas a óleo dos austríacos e judeus pintores Ludwig Deutsch, Leon Gerome & Rudolf Ernst no final dos anos 1800. O objeto, “O Guarda do Palácio” foram representações dos mulçumanos, os mouros, que instalaram-se e comandaram o norte da África e invadiram econquistaram muitas partes doque nos hoje conhecemos como o sul da Europa (Espanha, Portugal, França e sul da Itália – especialmente a Sicília) poraproximadamante 800 aos, dametade do século 7 até o sécilo XV. Seu profundo legado cultural,influência e que o que deixaram para trás (grandes monumentos, a Alhambra e mesquitas) é evidente na atual arquitetura espanhola, arte musica e tradições. Tudo entretanto ignorado largamente tanto pela história mundial Árabe quanto pela Européia.

Instagram filter used: Normal

Originalmente no Instagram ⇒

Sambada de côco oferece cursos profissionalizantes

O Centro Cultural Coco de Umbigada está com inscrições abertas até o dia 30 de maio, para os cursos profissionalizantes do Núcleo de Formação de Agentes Jovem da Cultura Negra os cursos são em diversas áreas, para mais informações acessar o link: http://sambadadecoco.wordpress.com/editais/

É de extrema importância que gestores públicos, organizações da sociedade civil, militantes das questões de juventude, cultura e diversidade étnica possam contribuir nessa divulgação.