Category Archives: Hierografias

Oil paintings by Austrian/Jewish painter, Ludwig Deutsch, Leon Gerome & Rudolf Ernst in the late 1800s. The subject, “The Palace Guard” were depictions of North African medieval Muslims,THE MOORS, who settled in &ruled Northern Africa and invaded and conquered many parts of what we would now consider “Southern Europe (Spain, Portugal, France & Southern Italy-ala Sicily)” for nearly 800 years, from as early as the7th to the 15th century. Their profound, cultural legacy, influence& what they left behind( Such as the great monuments, the Alhambra and the Mezquita) is evident on modern day spanish architecture, art,music and traditions. All but ignored now largely by both Arab andEuropean world history.Pinrturas a óleo dos austríacos e judeus pintores Ludwig Deutsch, Leon Gerome & Rudolf Ernst no final dos anos 1800. O objeto, “O Guarda do Palácio” foram representações dos mulçumanos, os mouros, que instalaram-se e comandaram o norte da África e invadiram econquistaram muitas partes doque nos hoje conhecemos como o sul da Europa (Espanha, Portugal, França e sul da Itália – especialmente a Sicília) poraproximadamante 800 aos, dametade do século 7 até o sécilo XV. Seu profundo legado cultural,influência e que o que deixaram para trás (grandes monumentos, a Alhambra e mesquitas) é evidente na atual arquitetura espanhola, arte musica e tradições. Tudo entretanto ignorado largamente tanto pela história mundial Árabe quanto pela Européia.

Instagram filter used: Normal

Originalmente no Instagram ⇒

Rótulo clássico de cachaça

La mala hora

Gabriel Garcia Marquez

A morte de Gabriel Garcia Marquez me lembrou uma fase de minha infância. Naquele tempo, Arcoverde e todo o Sertão eram uma terra em que o sinal de tv chegava somente no domngo. Ao menos a tv que nos interessava, a Globo e seus desenhos Disney. O ônibus ao Recife só chegava e partia às quartas e sábados. A alternativa era viajar numa rural – um jeep Toyota adaptado a cada dois dias. Essa época ainda viu os cacheiros viajantes e foi a um desses que meu pai e minha mãe compraram a coleção completa do escritor. Aquele mundo incrível , difícil de classificar – embora tantos classificadores tenham gasto papel e tinta com isso – não assombrou meus pais e eu entendo a razão, mas isso não vem ao caso. Ler e gostar daquele mundo foi minha primeira expressão de autonomia em relação aos meus pais. Aos poucos eu deixava a barra da saia de minha mãe e a expectativa de aprovação de meu pai. A coleção, que além dos clássicos incluia ainda livros mais cursos como La mala hora, Ninguém escreve ao Coronel, A incrível e triste história da Cândida Erêndira e sua avó desalmada, os Funerais da Mamãe Grande, Crônica de uma Morte Anunciada, me cativaram desde o início. Fiquei com a coleção depois que meus pais se separaram, que nos mudamos, crescemos, morremos e nascemos várias vezes, até que hoje, por uma conjugação que me parece improvável, os livros sumiram da estante, não sei dizer direito por qual razão, nem quando, nem como, nem por mãos de quem. Será que Gabriel os levou?

Uma Marianne negra no Brasil de Jean Baptiste Debret?

JEAN BAPTISTE DEBRET (1768-1848): Pano de boca executado para representação extraordinária no teatro da côrte,   por ocasião da coroação do Imperador D. Pedro I  Acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin-USP

JEAN BAPTISTE DEBRET (1768-1848): Pano de boca executado para representação extraordinária no teatro da côrte, por ocasião da coroação do Imperador D. Pedro I. Acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin-USP

Por Heloisa Pires Lima*

Uma das imagens que compõem o retrato social disponível na obra de Jean Baptiste Debret Voyage pittoresque et historique au Brésil ou Séjour d’un artiste français au Brésil, depuis 1816 jusqu’en 1831 inclusivement (1834-1839) será o foco deste artigo[2]. Trata-se da mulher negra na estampa 49 do terceiro volume [Figura 1]. A imagem celebra a coroação de D. Pedro I que dá continuidade ao regime monarquista na América[3].

Posicionada à esquerda do leitor da cena, a figura lembra o protótipo de Marianne, símbolo da República francesa. A associação se deve, especialmente, ao adorno de cabeça. Seria um bonnet phrygien? Na França, a peça significando liberdade foi código de adesão ao novo regime durante a Revolução (1789) e detalhe significativo na alegoria feminina. Numa perspectiva antropológica, a representação dos habitantes negros no livro referido fornece elementos para se discutir a aproximação, ou não, ao ícone francês.

Continue reading…